quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Brasil: um país de Marias e Josés

Maria e José são os nomes mais populares no Brasil, o país com o maior número de católicos em todo mundo. Estes já somam uma legião de 22,3 milhês de pessoas, o que equivale a duas vezes a população de Potugal por exemplo.

A preferência por estes nomes é tamanha que, a variação mais utilizada é a combinação dos dois.

Para cada duas Marias existe um José.

A influência católica é facilmente percebida na lista dos 50 nomes mais populares do Brasil, de acordo com os dados publicados pela Consultoria ProScore, Bureau de Informação e Análise de Crédito, baseada em um banco com o registro de 165 milhões de CPFs de brasileiros.

Dentre eles, os cinco primeiros colocados são nomes bíblicos (Veja a lista abaixo):

1º - Maria - 13.356.965

2º - José - 7.781.515

3º - Antônio - 3.550.752

4º - João - 2.988.744

5º - Francisco - 2.242.146

6º - Ana - 1.996.377

7º - Luiz - 1.541.895

8º - Paulo - 1.416.768

9º - Carlos - 1.384.201

10º - Manoel - 1.334.182

11º - Pedro - 995.254

12º - Fracisca - 853.590

13º - Marcos - 823.738

14º - Raimundo - 821.242

15º - Sebastião - 798.627

16º - Antônia - 672.400

17º - Marcelo - 628.138

18º - Jorge - 587.670

19º - Márcia - 557.347

20º - Geraldo - 530.050

21º - Adriana - 529.778

22º - Sandra - 497.971

23º - Luís - 492.208

24º - Fernando - 489.142

25º - Fábio - 481.790

26º - Roberto - 480.695

27º - Márcio - 471.906

28º - Edson - 467.806

29º - André - 465.484

30º - Sérgio - 462.397

31º - Josefa - 453.636

32º - Patrícia - 446.001

33º - Daniel - 439.826

34º - Rodrigo - 438.083

35º - Rafael - 432.356

36º - Joaquim - 431.594

37º - Vera - 430.683

38º - Ricardo - 423.616

39º - Eduardo - 417.277

40º - Terezinha - 409.120

41º - Sônia - 403.702

42º - Alexandre - 403.114

43º - Rita - 396.901

44º - Luciana - 390.507

45º - Claudio - 390.104

46º - Rosa - 385.634

47º - Benedito - 378.680

48º - Leandro - 378.136

49º - Raimunda - 372.672

50º - Mário - 364.589

REFERÊNCIAS
Jornal Estado de Minas, 29/11/2011.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

OBRIGADO Pandora



23/06/2006 a 21/11/2011

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PALHAÇOS fiscalizam o trânsito na Venezuela

Moradores da cidade de Sucre, na Venezuela, assistiram a uma diferente intervenção para colocar em pauta a educação no trânsito. A prefeitura da cidade localizada na região metropolitana da capital Caracas, pôs 120 palhaços mudos nas principais ruas.

O objetivo era chamar a atenção, educada e polidamente, para infrações no trânsito de motoristas e pedestres. Os palhaços se comunicavam com as pessoas e davam bronca naquele que estavam errados, como os motoristas sem cinto de segurança.

REFERÊNCIAS
O Tempo

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Universal do Reino de Deus se expande em ritmo de multinacional

O sucesso da Igreja Universal no Brasil e no mundo e a força econômica do mercado cristão foram os temas de reportagem especial publicada recentemente pela rede pública britâmica de jornalismo, a “BBC”. Destacando a dimensão e a importância da construção do Templo de Salomão, uma das obras mais importantes em andamento em São Paulo, como já havia feito anteriormente o jornal britânico “The Guardian”, a “BBC” chama atenção para os números e a força deste segmento. “Mercado bilionário crescente, mas ainda pouco estudado, o segmento de produtos cristãos movimenta estimados R$ 12 bilhões por ano no Brasil”, afirma o texto, citando cálculos de Mário René, professor de Ciências do Consumo Aplicadas na Escola Superior de Propaganda e Marketing.

A “BBC” ressalta, no artigo, que tal prosperidade é puxada principalmente pela IURD, que tem ganhado espaço no Brasil e na Inglaterra, dois dos 110 países em que atua – “alcance não conseguido por nenhuma empresa multinacional brasileira”, conforme destaca a reportagem.

Entre os grandes feitos resultantes de tal poderio econômico está a construção do Templo de Salomão, uma réplica do templo descrito na Bíblia, com mais de 70 mil metros quadrados de área construída.

O avanço é resultado do aumento do número de cristãos no Brasil. Segundo o estudo Mapa das Religiões, feito pela Fundação Getúlio Vargas, os evangélicos representavam 20,2% da população do País em 2009, contra 9% em 1991.


Modificado de: Folha Universal, ano 19, número 1.014, de 11 a 17/09/2011.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Prejuízos do 11 de setembro

Estima-se que os EUA tenham gasto entre US$ 3,2 trilhões (cerca de R$ 5,2 trilhões) e US$ 4 trilhões (cerca de R$ 6 trilhões) nas guerras do Iraque e no Afeganistão.

Além disso, o número anual de mortos aumentou desde que a guerra começou, em outubro de 2011. Mais vidas estão sendo perdidas na guerra do que quando o Talebã estava no controle do país.

O número de mortes da coalizão no Iraque está em 4.792 até agora, comparados a 2.963 no Afeganistão, desde o começo de setembro de 2011.

A quantia estimada de seguros pagos relacionados ao 11 de setembro de 2001 no mundo é de cerca de US$ 40,2 bilhões (cerca de R$ 66,5 bilhões).

Perdas para a cidade de Nova York relacionadas aos ataques de 11 de setembro, incluindo perda de empregos, de coleta de impostos, danos à infraestrutura, e limpeza: US$ 95 bilhões (cerca de R$ 157 bilhões).

REFERÊNCIAS
Watson Institute, Brown University, 2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Temas que podem cair na redação do Enem 2011


Para garantir uma boa nota na redação, a dica é ficar atento sobre questões nacionais. Ter uma noção da questão para saber se posicionar ajuda o candidato a deixar de lado abordagens e expressões ingênuas sobre o assunto.

Outra dica é ler sobre as atualidades que acontecem no mundo (mesmo que o exame costume priorizar os assuntos nacionais).

De acordo com o professor de Redação e Gramática do cursinho Anglo Eduardo Lopes "o corretor espera que o estudante proponha algum encaminhamento e não uma solução. O Enem busca notar qual é o posicionamento crítico do estudante e espera esse encaminhamento de maneira consistente e que respeite os direitos humanos e individuais. Ninguém espera que o estudante solucione um problema sério, como a desigualdade social, mas ele quer avaliar qual é o posicionamento dele perante esse tema".

Para ajudar a se preparar para a redação, clique nos links abaixo e confira oito temas que podem cair na redação do Enem:

REFERÊNCIAS
MODIFICADO DE: UNIVERSIA Brasil

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Enquanto isso... na península de Izu...


Na península Izu, um gobião espia pela janela de sua casinha numa lata de refrigerante, lembrança das 127 milhões de pessoas do outro lado da superfície.
Foto de Brian Skerry

sábado, 21 de maio de 2011

Desabafo da professora Amanda Gurgel



Depoimento simplesmente FANTÁSTICO!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Deadly Games - Jornalista da ESPN afirma que Olimpíadas e Copa no RJ serão jogos mortais

Sede da próxima Copa do Mundo e das Olimpíadas de 2016, o Rio de Janeiro sofreu um duro ataque na imprensa americana. A questão é a segurança na cidade para esses grandes eventos.

‘Jogos Mortais’ é o título do artigo publicado no dia 10/05/2011 no site da rede americana ESPN. O texto assinado pelo jornalista Wright Tompson carrega nas tintas para pintar um quadro assustador do Rio. O americano destaca que, perto de onde vão acontecer os jogos olímpicos e a Copa do Mundo, há comunidades que viraram zonas de guerra.

E diz que as favelas cariocas são lugares de desespero desde o surgimento da primeira, em 1897. Segundo o texto, depois de ignorá-las por mais de um século, o governo agora tem menos de três anos para mudar a realidade nelas.

O governador do Rio, Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes não quiseram se pronunciar sobre a publicação da ESPN. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do estado informou que a situação do Morro dos Macacos não é a mesma descrita pela reportagem e que os projetos para área de segurança vêm ajudando a diminuir os índices de violência.

Desde dezembro de 2008, o Rio já conta com 16 Unidades de Polícia Pacificadora. No ano passado, em todo o estado, caiu quase 18% o número de homicídios dolosos e 29% os casos de roubo seguido de morte.

O artigo reconhece o efeito positivo das UPPs. Mas ressalta o medo de moradores de que a segurança acabe depois dos jogos olímpicos. Para o sociólogo Gláucio Soares, especialista em segurança pública, o artigo foi mal escrito e é tendencioso.

“Comportamento padrão quando um país que ainda não entrou na elite industrializada sedia um grande evento dizer que vai ser corrupto, mal organizado. Disseram isso do campeonato mundial no Chile, em 1962. Vai ser violento porque a sociedade é violenta. Caso da África do Sul, caso do México e agora caso do Brasil”.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

domingo, 1 de maio de 2011

Luan Santana é vaiado e xingado na Indy 300



OBS: Saudades da VANUZA.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

"Mineiramente" Chery chega à Europa

Recentemente, dois modelos da Chery ingressaram na frota oficial de veículos governamentais de países do Leste Europeu. Ao todo, quinze unidades do Chery Cielo e duas unidades do Chery Tiggo foram introduzidas na frota da Polícia Sérvia.
Bastante competitivo, o processo de licitação contou com a participação de marcas europeias, como Skoda, Peugeot, Fiat e Volkswagen, bem como de marcas japonesas e coreanas, como Toyota e Hyundai. Pela excelente qualidade do produto e pelo profissional serviço de pós-venda, a Chery, que começou a operar no mercado sérvio apenas há um ano, destacou-se entre as marcas de automóveis europeus, americanos, japoneses e coreanos e venceu a licitação.
Em pouco tempo, a Chery se espalhou por todas as principais cidades da Sérvia e Macedônia. Pela elegante aparência e bom desempenho, os carros da Chery tem alcançado boa aceitação dos consumidores locais.
A Chery também ganhou acesso ao mercado de veículos governamentais de países como Egito e Iraque. A estreia no mercado de veículos do governo sérvio tem demonstrado plenamente que os produtos e serviços da Chery ganharam maior reconhecimento no exterior. Esse fato vai impulsionar ainda mais a popularidade da Chery e estabelecer uma fundação sólida para conquistar maior entrada da marca na Europa.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Coisas de NERD, mas, bem legais

O artigo do qual eu retirei três exemplos de "Coisas de NERD" têm o nome de "Dez Gadgets para aproveitar melhor sua viagem", ou seja, coisas totalmente sem noção que uma pessoa normal NUNCA levaria para uma viagem.

Porém, os objetos a seguir são bem interessantes:
Você está na praia e precisa de um abridor de garrafas. O que você faz? Tira os chinelos, claro!
O modelo Fanning é fabricado pela Reef em borracha sintética à prova d´água. No site ele é recomendado para abrir garrafas de refrigerante, mas é claro que ele também é útil para abrir uma merecida cervejinha.

Disponível aqui.


Esse é o sonho de qualquer campista. É uma garrafa com um litro de capacidade, mas também é uma lanterna. Durante o dia, um painel capta energia da luz solar. À noite, 4 LEDs garantem algumas horas de luz.



Que tal uma mochila que, além de guardar sua parafernália, coleta energia solar para carregar seus aparelhos? Essa é a ideia da OffGrid Solar BackPack. Ela armazena a energia em uma bateria para que você depois possa carregar seu gadget. De quebra ela tem 11 adaptadores diferentes para conectar seu aparelho.

Disponível aqui.


ARTIGO COMPLETO EM: msn.com

sexta-feira, 8 de abril de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O SOTAQUE DAS MINEIRAS, POR UM PAULISTANO

OBS: Felipe Peixoto Braga Netto (1973) afirma que não é jornalista, não é publicitário, nunca publicou crônicas ou contos - não é, enfim, literariamente falando, muita coisa, segundo suas próprias palavras.

Paulistano, mora em Belo Horizonte e ama Minas Gerais. Ele diz que nunca publicou nada, mas a crônica que abaixo foi extraída do livro 'As coisas simpáticas da vida', Landy Editora, São Paulo (SP) - 2005, pág. 82.

O SOTAQUE DAS MINEIRAS
(F.P.B. Netto)

O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Afinal,se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar, sensual e lindo das moças de Minas ficou de fora?

Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando: 'ouvi-la faz mal à saúde'. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: 'só isso?'. Assino, achando que ela me faz um favor.

Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque.

Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho. Não dizem: pode parar, dizem: 'pó parar' Não dizem: onde eu estou?, dizem: 'onde queu tô.'

Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem - linguisticamente falando - apenas de uais, trens e sôs.

Digo-lhes que não. Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro - metaforicamente falando, claro - ele é bom de serviço. Faz sentido.

Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: 'cê tá boa?' Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa é desnecessário.

Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: - Mexe com isso não, sô (leia-se: sai dessa, é fria, etc.) O verbo 'mexer', para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.

Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz: '- Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.'

Esse 'aqui' é outra delícia que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer 'olá, me escutem, por favor'. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.

Mineiras não dizem 'apaixonado por'. Dizem, sabe-se lá por que, 'apaixonado com'. Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: 'Ah, eu apaixonei com ele'. Ou: 'sou doida com ele' (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro).

Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas.

Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer: - 'Eu preciso de ir.' Onde os mineiros arrumaram esse 'de', aí no meio, é uma boa pergunta. Só não me perguntem! Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório.

No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente.
Entendeu? Agarrar é agarrar, ora!

Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará:'- Ai, gente, que dó.'

É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras.
Não vem caçar confusão pro meu lado! Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro 'caça confusão'. Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele 'vive caçando confusão'.

Ah, e tem o 'Capaz'. Se você propõe algo a uma mineira, ela diz: 'capaz'! Vocês já ouviram esse 'capaz'? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer 'ce acha que eu faço isso'!? com algumas toneladas de ironia. Se você ameaçar casar com a Gisele Bündchen, ela dirá: 'ô dó dôcê'. Entendeu? Não? Deixa para lá.

É parecido com o 'nem'. Já ouviu o 'nem'? Completo ele fica: '- Ah, nem' O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: 'Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?'. Resposta: 'nem.' Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?

Preciso confessar algo: minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras. Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão.

Se você, em conversa, falar: 'Ah, fui lá comprar umas coisas.' - Que's coisa? - ela retrucará. O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o 'que'!

Ouvi de uma menina culta um 'pelas metade', no lugar de 'pela metade'. E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará: - Ele pôs a culpa 'ni mim'.

A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas. Ontem, uma senhora docemente me consolou: 'preocupa não, bobo!'. E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras, nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: 'não se preocupe', ou algo assim. Fórmula mineira é sintética e diz tudo.

Até o tchau, em Minas, é personalizado. Ninguém diz tchau, pura e simplesmente. Aqui se diz: 'tchau pro cê', 'tchau pro cês'. É útil deixar claro o destinatário do tchau.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Oasis, Coca-Cola e um mundo melhor

Um comercial criado para a Coca-Cola pela agência Santo, de Buenos Aires, começou a rodar recentemente em diversos países da América Latina. Intitulado “Razones para creer” (Razões para acreditar), o vídeo apresenta dados animadores tentando mostrar que o mundo ainda tem jeito.

Nele aparece o Young People’s Chorus, um coral de crianças de Nova York, cantando a música “Whatever”, a melhor do Oasis, que foi lançada em 1994 e sequer saiu no clássico “Definitely Maybe”.

Para quem gostou da música, segue abaixo a versão da música com o Oasis, em um momento de muito amor entre Noel (Guitarra e Vocal) e Liam (Vocal) no palco.

ATENÇÃO PARA OS MINUTOS 1:03 E 1:58. Chegam a ser hilários.

REFERÊNCIAS

http://oasisnews.com.br/?p=4259

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Revolução silenciosa

Bolívia enriquece, distribui renda, cuida da saúde do seu povo, acaba com o analfabetismo. E irrita a elite branca

“A Bolívia não é um país, é um acampamento”, disse certa vez, durante a ditadura brasileira, o general Golbery do Couto e Silva. E teria dito também que seria bom dividir esse “acampamento” entre os países vizinhos, de maneira que o país sumisse do mapa. Não haveria muito de novidade nisso.

Na época de sua independência, há 201 anos, a Bolívia tinha 2,3 milhões de quilômetros quadrados – hoje tem menos de 1,1 milhão. O Brasil foi o que mais garfou. O Chile tomou a fatia de litoral e deixou o país sem acesso ao mar. E são terras ricas em minérios. Peru, Argentina e até o Paraguai têm territórios conquistados da Bolívia.

Essa perda sucessiva de território sempre teve a ver com maus governantes e com militares corruptos. Todos eles descendentes de europeus. Os índios, de diversas etnias, entre elas a aymara e a quechua, nunca tiveram vez. Eram considerados não cidadãos. Até que um índio, vencendo todos os preconceitos, chegou ao governo.
Era nisso que eu pensava enquanto traduzia, admirado, parte do livro A Potência Plebeia – Ação Coletiva e Identidades Indígenas, Operárias e Populares na Bolívia (Boitempo Editorial), de Álvaro García Linera, que além de sociólogo e matemático é vice-presidente do país.

Linera é um grande intelectual, nascido em família mestiça de classe média. E teve papel importante na eleição de Evo Morales, pois foi um fator de atração da classe média urbana, que torcia o nariz para a possibilidade de um presidente índio.

Se no Brasil, como vemos quase cotidianamente lembranças na imprensa, havia o “complexo de vira-latas”, no dizer de Nelson Rodrigues, imagine a autoestima dos índios bolivianos! Não eram levados em consideração nem mesmo pela esquerda tradicional, que tinha o operariado como protagonista das transformações, e pronto! Índio não fazia parte das expectativas revolucionárias dessa esquerda.

E o que vemos agora? A Bolívia se enriquecendo, distribuindo renda, cuidando da saúde do seu povo, acabando com o analfabetismo (e, nisso, é preciso lembrar que a maior parte da população fala aymara ou quechua, mas há vários outros idiomas indígenas). A autoestima indígena está mais alta que os Andes. O operariado, representado pelos mineiros, agora é configurante no processo de transformação.

Falando em mineiros, algo acontecido em quase toda a América Latina: um líder com um passado respeitável se convertendo em capacho internacional. Na Bolívia foi Victor Paz Estenssoro, que liderou uma revolução popular em 1952, nacionalizou as minas (principal fonte de renda do país), foi eleito novamente em 1985 e fez um governo neoliberal criminoso: entregou o patrimônio do país aos estrangeiros e jogou seus operários no desemprego e no desespero.

Linera pode ser considerado um ideólogo do governo Morales. No livro, uma coletânea de ensaios (o primeiro deles sobre a atualidade do Manifesto Comunista, que pode ser pulado por quem quiser entrar diretamente no assunto Bolívia), conta todo esse processo, desde sua gestação até o esperneio da elite branca da atual parte rica da Bolívia, o leste, que não se conforma em perder o poder, mas não tem projetos consistentes nem líderes capazes de retomar o poder.

Os índios experimentaram o sabor de estar no comando. E gostaram. E inovam: em vez de um país com uma única etnia com direitos, como havia antes, propõem um país multiétnico, pluricultural. Mas não aceitam submissão, estão conscientes de seu poder e reafirmam sua identidade. Com as bênçãos de Pachamama (Mãe Terra), em suas festas tremulam as whiphalas, bandeiras multicoloridas dos povos andinos, com cada cor simbolizando algum aspecto da cultura indígena (a terra, a energia, o tempo, o espaço cósmico etc.). Uma revolução sem holofotes acontece ali.

REFERÊNCIAS

http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/55/revolucao-silenciosa

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Welcome to Russia: Copa do Mundo 2018



Comentário: Fantástico vídeo de candidatura da Rússia à Copa do Mundo de 2018. Belas paisagens, belas pessoas, belos estádios, será um bela copa. PARABÉNS RÚSSIA.

Emerald Sea pode ser o nome da nova rede social da Google

O novo projeto de rede social do Google está sendo chamado internamente de Emerald Sea ou Mar de Esmeralda, segundo o site TechCrunch. A novidade está sendo testada entre os funcionários da empresa e tem planos de se tornar uma rede social espalhada por todas as propriedades do Google.

O site de relacionamento pretende oferecer um ambiente mais seguro para os usuários com restrições em algumas áreas para proteger os mais jovens. Segundo o site Online Social Media, esta é a forma que a Google encontrou de transformar o Emerald Sea em um rival de peso para o Facebook.

A Google tem um vasto histórico de projetos de mídias sociais, como o Buzz e o Lively, porém poucos deram certo. O Orkut é um dos únicos que ainda permanece com relativo sucesso, pois aqui no Brasil é a rede social mais acessada há anos. A data de lançamento do projeto ainda não foi confirmada, assim como o nome. De acordo com um ex-funcionário da empresa, os apelidos internos dados aos novos produtos sempre mudam, por isso é bastante provável que o nome oficial da rede seja outro.

REFERÊNCIAS

http://olhardigital.uol.com.br/jovem/redes_sociais/emerald-sea-pode-ser-o-nome-da-nova-rede-social-da-google/15169

Um jornal exclusivo para tablet


Neste final de semana, foi criado um burburinho em torno dos rumores de que a News Corp, responsável pelo Wall Street Journal e o MySpace, lançará o The Daily, um jornal que estaria disponível apenas no iPad. O projeto estaria sendo desenvolvido em parceria com a Apple.

Segundo o Guardian, o Daily vai emular uma publicação impressa em um meio digital. A edição será fechada na madrugada e disponibilizada no dia seguinte no iPad. Será paga e contará com notícias do dia a dia. Republicará conteúdo de outras publicações da News Corp.O projeto entraria no ar somente no ano que vem.

Parece ser algo novo, mas a revista Gourmet, que foi ressuscitada neste ano, também é publicada apenas no tablet da Apple. Não conta com versão impressa nem web.

Em entrevista recente ao Financial Times, James Murdoch, filho de Rupert Murdoch e vice-presidente operacional da News Corp, já havia adiantado que a empresa estava trabalhando em uma publicação exclusiva para iPad. E afirmado que o tablet da Apple poderia levar o jornalismo a “um novo patamar”.

O próprio Murdoch pai deu algumas declarações neste ano afirmando que os tablets poderiam ser uma solução para as empresas de jornalismo.

O projeto do Daily levanta várias questões. Qual o papel da Apple? Ela fornecerá apenas a tecnologia? Essa tecnologia será disponibilizada para outras editoras?

Em tempos em que existe um fluxo constante de informação e a notícia mais recente é a mais importante, em um dispositivo digital, vai dar certo uma publicação que conta com um modo de produção linear, com começo, meio e fim? Em uma época em que os usuários são cada vez mais multiplataforma, criar um produto apenas para uma delas vale a pena?

O que fica evidente com esse lançamento e as recentes declarações públicas é que, para os executivos da News Corp, o desafio atual do jornalismo não é tanto narrativo, mas simplesmente uma questão de mudar de plataforma, do papel para o digital, da banca de revista para o tablet.
REFERÊNCIAS


Crédito da foto: Grant Robertson

sábado, 27 de novembro de 2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A padroeira das donas de casa

Clarence Birdseye era um rapaz esperto do Brooklyn, em Nova Iorque, que gostava de duas coisas aparentemente inconciliáveis: viver ao ar livre e ganhar dinheiro.Conseguiu o que queria ao trocar a faculdade, que não terminou, por uma vaga de biólogo de campo, emprego de nível médio oferecido pelo Governo americano num posto de observação avançado, nas proximidades do Ártico. Sem ter muito o que fazer além de observar, espantou-se com algo corriqueiro naquela região gelada: a técnica esquimó de conservar alimentos.

Reparou que o peixe que traziam, e não consumiam na hora, congelava e endurecia rapidamente, bastando ficar exposto à baixíssima temperatura local e à ação dos ventos. Mais intrigante ainda é que, mesmo após semanas ou meses, ao ser descongelado e servido, o peixe não perdia nem o sabor nem os valores nutritivos.

Birdseye havia passado pouco tempo na escola de biologia, mas tempo o suficiente para entender que a estrutura celular do pescado fora preservada.
Farejando excelentes negócios, ele pegou o navio de volta para sua Nova York natal e desembarcou no mercado Fulton, em Manhattan, em setembro de 1922, para vender seu peixe cru. Dois anos depois desenvolveu o processo que lançou as bases da nova indústria: ainda usando barras de gelo, passou a acondicionar o peixe e outros alimentos pré-cozidos – legumes e hortaliças, basicamente – em caixas de papelão, sob pressão.

Para realizar a segunda parte do sonho – faturar bastante – Birdseye arranjou meia dúzia de sócios capitalistas e montou a General Seafood Corporation. A novidade que mudaria a rotina das donas-de-casa e dos homens solteiros ou descasados no decorrer do século XX se espalhou nos anos 30 com a inclusão de 26 gêneros diferentes, inclusive frutas e outros tipos de carne, como a bovina.

O toque de Midas foi dado dez anos depois de sua entrada no mercado de congelados, quando, em 1934, Birdseye encomendou à indústria de refrigeração American Radiator a fabricação, a baixo custo, de grandes quantidades de um freezer rudimentar.

Com grande estoque de aparelhos, a General Seafood Corporation alugava o equipamento aos varejistas por US$ 8,00 mensais mediante contrato que impedia a conservação, naquele freezer, de qualquer outro produto que não tivesse sua marca.

Na década de 40, os produtos Birdseye começaram a viajar em vagões frigoríficos – sendo distribuídos em vários estados americanos – e no serviço de bordo das companhias de aviação. Século XX adiante, hambúrgueres e alimentos de baixo teor calórico foram acrescentados ao cardápio.
FONTE
A PADROEIRA das donas de casa. O Globo. Rio de Janeiro, n. 10, 1999. Globo 2000, p. 222.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Pedagogia digital

Softwares criados na capital mineira pretendem ensinar estudantes por meio da tecnologia

Inspirado na interface do game Age of Empires, que combina diversão com estratégia e história, surgiu o jogo educativo Oásis. Em vez de percorrer a Idade da Pedra, da Ferramenta, do Bronze e do Ferro, o jogador, ou melhor, o aluno avança entre os ciclos econômicos do Brasil. O objetivo? Ensinar geografia brincando, já que os períodos econômicos proporcionaram a expansão territorial do país. O projeto foi realizado pelo geógrafo Alexandre Fernandes Batista, graduado na PUC Minas, que pretende tornar o ensino da matéria mais interessante para alunos do ensino fundamental.

Cada fase do Oásis corresponde a um ciclo econômico, dentre eles a chegada dos portugueses e a exploração do pau-brasil, o cultivo da cana-de-açúcar, a mineração, o café e a borracha. No programa, o usuário tem que realizar tarefas baseadas nessas realidades. À medida que as finaliza, o jogador avança, passando de um ciclo para o outro.

O usuário do software terá uma participação direta no jogo, tomando as decisões de como proceder, a partir das dicas que serão dadas ao longo do percurso. Segundo Alexandre, o jogador vivencia como era o Brasil desde a colônia até a década de 1930, além do Brasil República. “O aluno terá de, por exemplo, seguir as vias naturais, como a região do Rio das Velhas, das Mortes, que serviram como caminho para os bandeirantes. E tudo isso sendo orientado por uma bússola”, detalha o geógrafo.

A proposta é futuramente aplicar o projeto em sala de aula. “O software ainda está sendo finalizado. No meu projeto de mestrado, planejo implantá-lo em uma escola, provavelmente no Colégio Tiradentes, em Contagem, devido à proximidade com a PUC. O projeto não prevê fins lucrativos”, explica Alexandre. Para ele, o uso da informática só veio a beneficiar o ensino, mas é preciso um filtro no acesso para os jovens. “O professor hoje tem o papel também de mediar o conhecimento adquirido na rede pelos alunos”, acrescenta.

Fonte: Jornal Estado de Minas - Caderno de Informática - Quinta Feira, 11/08/2010.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Beady Eye - Bring the Light - com letra no vídeo

Eu sei que não tem a ver com o contexto do blog mas, é mais forte do que eu.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Etanol de tudo?

Tudo é exagero, mas pode-se dizer que hoje em dia é possível produzir etanol de quase tudo. As últimas novidades vêm da cidade de Lane, que fica no Estado de Oklahoma, nos EUA. Segundo o Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (Isaaa, na sigla em inglês), pesquisadores do Serviço de Pesquisa Agrícola (ARS, sigla em inglês) descobriram que possível produzir o combustível a partir do açúcar encontrado no suco da melancia. E a boa notícia é que cerca de 20% da produção norte-americana de melancia não chega a ser colhida por causa de manchas externas. Ou seja, estas frutas que apodreceriam no campo poderiam ganhar um fim nobre: a fabricação de etanol.

As pesquisas demonstraram que uma melancia de 20 libras pode produzir 1,4 libra de açúcar a partir da polpa e da casca, o que resultaria em sete décimos de libra de etanol. Para extrair todo o açúcar, os pesquisadores estão tentando decompor a casca com materiais químicos e tratamentos enzimáticos. Eles também estão avaliando diferentes combinações de temperatura e leveduras para otimizar o processo.

Mas o etanol de melancia não é a única novidade no mundo das pesquisas. De acordo com o Isaaa, cientistas da unidade de cítrus e produtos tropicais, localizada em Winter Haven, na Flórida, descobriram que as cascas de frutas cítricas, antes usadas como ração animal, também podem servir de matéria-prima para a produção do combustível. Para se ter uma ideia, só na Flórida, o resíduo seco das cascas de laranja chega a 1,2 milhão de toneladas por ano, montante que pode resultar na produção de cerca de 300 milhões de litros de etanol. 300 milhões de litros de etanol é a capacidade anual de produção da Flórida, a partir das cascas de laranja

As possibilidades de matériasprimas não se esgotam aí. Cabe lembrar que Ron Paul, que foi candidato às prévias presidenciais dos EUA pelo Partido Republ i cano, tinha como um dos lemas de sua campanha a liberação da maconha. Para quê? Segundo o congressista, a planta é capaz de produzir mais etanol que o milho. Enfim, num contexto em que o mundo busca alternativas para não depender do petróleo, qualquer hipótese merece ser levada em consideração. Tanto é que já há pesquisas analisando a viabilidade de produzir o biocombustível a partir da polpa de pêssego que não é utilizada pela indústria. Mas não é só para as frutas que o meio acadêmico está olhando.

Nos EUA, cientistas já estão fabricando etanol a com switchgrass, uma gramínea de crescimento rápido comum nas grandes planícies norte-americanas.

E não é só os EUA que estão descobrindo diferentes matérias-primas. Na Universidade Federal de Tocantins, o professor Márcio Silveira descobriu que o amido da batatadoce também pode ser fonte de etanol. Tanto é que a Secretaria de Agricultura do Tocantins (Seagro) firmou convênio com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a UFT, a Eletronorte, o Sebrae e o Instituto Ecológica para construção de miniusinas que beneficiarão pequenos produtores agrícolas. Outra descoberta veio do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI).

Alunos da instituição fizeram estudos com a casca da banana e obtiveram bons resultados. A partir da fermentação de um quilo do material, os estudantes conseguiram fabricar entre 127ml e 190 ml do combustível. Agora é só esperar para saber qual será a próxima descoberta.

REFERÊNCIAS

http://www.terra.com.br/revistadinheirorural/edicoes/57/artigo143190-1.htm

Pra Ilustrar o post anterior - Impressoras 3D

Revolução no mercado de impressoras - Nelas, não há papel. Tudo é feito em plástico ou gesso.

A maior fabricante das impressoras 3D fica em Minneapolis no meio oeste norte-americano. O preço está cada vez menor. "Oito anos atrás nós tínhamos um preço de US$ 30 mil e era um produto revolucionário. Em fevereiro lançamos um produto pela metade do preço", conta Jon Cobb, Vice-presidente da Startays.
A impressão em 3D permite, de um jeito barato, ter um protótipo que o comprador pode olhar, andar em volta, e sentir o que gosta e o que não gosta", explica Melissa Thomas, engenheira da Autodesk.

A impressora funciona assim. São colocados dois cartuchos, um com o material de molde, um fio de um plástico especial chamado ABS, outro com o material de suporte.

O plástico sai do cartucho e entra pela máquina até 'chegar à cabeça' onde é aquecido a uma temperatura de 120ºC. A impressora tem duas cabeças que depositam o suporte e o molde em camadas muito finas: a espessura é de um décimo de um fio de cabelo, não dá para ver a olho nu.

Um vídeo mostra em segundos o que a máquina leva cinco horas para fabricar: neste caso uma ferramenta. As camadas aderem umas às outras sem necessidade de cola.

As partes móveis são feitas como parte do molde e liberadas quando o suporte é retirado. Depois de pronta a peça, sai ainda bem quente de dentro da impressora. "Nós pegamos isso, uma peça qualquer que foi impressa, e damos um banho com água e sabão. Depois de 30 minutos, o protótipo está pronto".

Todas as partes móveis são feitas ao mesmo tempo sem precisar de montagem, o que sai muito mais barato. A mesma coisa com o rolamento de esferas e uma corrente: os elos foram feitos todos ao mesmo tempo, sem solda nem cola, em plástico ultra resistente.

O inventor destas impressoras é o presidente da empresa, o engenheiro Scott Crumb. Quando ele criou essa tecnologia, há 20 anos não imaginava que elas um dia fossem chegar ao consumo de massas.

Segundo ele, vem aí às máquinas auto-replicantes, que fabricam cópias de si mesmas. "A máquina constrói a próxima máquina. Com a última que colocamos no mercado conseguimos fazer 32 partes da própria impressora. Portanto não é difícil prever que máquinas vão construir máquinas inteiras".

Personagens com roupas próprias, até tatuagens, a máquina de alta resolução permite reproduzir pequenos detalhes. Em breve, do mesmo jeito que hoje em dia a gente imprime com um clique um documento escrito no computador, vai ser possível fabricar com as impressoras em 3D, como num passe de mágica, qualquer objeto criado no mundo virtual. Desaparecerá a fronteira entre a realidade e a fantasia.


REFERÊNCIAS

http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL1241138-16021,00-A+REVOLUCAO+NO+MERCADO+DE+IMPRESSORAS.html

domingo, 31 de outubro de 2010

sábado, 23 de outubro de 2010

DIA MUNDIAL DO CAPS LOCK

Neste mês de Outubro, comemora-se o Dia Mundial do Caps Lock, aquela tecla que à esquerda do teclado de um computador transforma qualquer letra em maiúscula. Apesar de se assinalar duas vezes por ano - a outra data é a 28 de Junho, o 22 de Outubro está convencionado desde 2000, quando se estabeleceu que todos deveriam escrever com caixa alta neste dia.

'Caps' significa em inglês maiúsculas e é uma abreviação de capitals (maiúsculas) e 'Lock' tranca. Isto é, a tecla que tranca o texto em letras maiúsculas.

COMEMORE ENTÃO ESTE DIA USANDO E ABUSANDO DA CAIXA ALTA.

REFERÊNCIAS

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=1692749

Bateria carrega celular em 10 segundos

Dois cientistas norte-americanos desenvolveram um modelo de bateria capaz de acelerar rapidamente um carro elétrico, ou de recarregar um celular em apenas 10 segundos, segundo um estudo publicado na revista Nature.

O modelo de bateria de lithium-fer-fosfato (LiFePO4), uma vez produzido industrialmente, será menor e mais leve que os modelos atuais e poderão ser recarregadas mais rapidamente, como publicado em um comunicado do Instituto de Tecnologias do Massachusetts (MIT, sigla em inglês).

Atualmente, as baterias de LiFePO4 permitem armazenar grandes quantidades de energia, mas os processos de carregamento e descarregamento demoram várias horas.

Assim, para alimentar um carro elétrico, estas baterias adaptam-se de melhor forma a uma condução a velocidade constante e a acelerações súbitas.

Com a descoberta de Byoungwoo Kang e Gerbrand Ceder, investigadores do MIT, uma bateria de um carro poderá, desde que tenha um carregador adaptado, ser recarregada em cinco minutos, contra as seis a oito horas que demoram atualmente, e a de um celular em 10 segundos.

REFERÊNCIAS
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=1167359

Web 2.0 - A máquina somos nós

Simplesmente, FANTÁSTICO.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Google Earth fará acompanhamento da apuração das eleições

Os eleitores brasileiros terão mais uma ferramenta para acompanhar de perto o pleito deste ano. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fechou uma parceria com a Google para que o programa Google Earth exiba, em tempo real, dados da apuração dos votos para presidente, governador e senador.

A ferramenta interativa ficará disponível por meio de um link no site do TSE após o início da contagem dos votos, no dia 3 de outubro. Uma vez acessado o programa, o eleitor poderá clicar em cada uma das 26 capitais mais o Distrito Federal para acompanhar os últimos números referentes à disputa local.

Ao clicar em determinado estado, o programa apontará para um ponto turístico da capital e exibirá dados dos dois candidatos mais votados para governador e senador, além da porcentagem de urnas apuradas até o momento do acesso. Os dados sobre a disputa presidencial serão mostrados quando o eleitor clicar em Brasília.

REFERÊNCIAS
http://www.abril.com.br/noticias/tecnologia/google-earth-tera-acompanhamento-apuracao-eleicoes-595500.shtml

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Censo 2010











quarta-feira, 19 de maio de 2010

Exército invade acampamento da oposição e prédios são incendiados na Tailândia

Pelo menos cinco pessoas morreram em uma ofensiva do Exército tailandês para acabar com o acampamento dos manifestantes de oposição, conhecidos como “camisas vermelhas”, do centro da capital, Bangcoc. A ação elevou para 65 o número de mortos desde março, e resultou na rendição de líderes do movimento. Colunas de fumaça preta podiam ser vistas na cidade depois que vários prédios foram incendiados, incluindo a bolsa de valores e um grande shopping center.




Os camisas vermelhas também queimaram pneus e atearam fogo no andar térreo de uma estação de TV. Um jornalista ocidental, identificado como um fotógrafo italiano, morreu na ofensiva e outros três jornalistas estariam entre os feridos, segundo informações de um hospital de Bangcoc.

REFERÊNCIAS
http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2010/05/100519_tailandia_quarta_video_ir.shtml

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mal Entendido


COMENTÁRIO: Eu sei que não tem muito a ver com a proposta do blog mas, É GENIAL.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Geografia influencia tendências de automóveis

Em meados de 1957, a Europa vivia um clima de recuperação da Segunda Guerra Mundial que devastou o continente. A ordem era economizar e mudar os hábitos de vida da população. E para que as montadoras sobrevivessem foi preciso reinventar o automóvel. A única via era criar veículos pequenos e baratos e com baixo consumo de combustível. Neste cenário nasceu o Fiat Cinquecento na Itália.

Inicialmente, chamou-se Nuova Fiat 500. Seu minúsculo motor de 479 cm3 e dois cilindros, refrigerado a ar, produzia apenas 13 cavalos de potências – um número que, pelos padrões de hoje, é irrisório. Mas com seus 3 metros de comprimento e 500 kg de peso, ele trafegava com desenvoltura pelas estreitas ruas européias. Suas portas se abriam para frente, com dobradiças na metade do carro. E ele tinha inegável estilo. A partir daí o carro evoluiu e ganhou novas versões e motorizações, até que em 1975 sua produção foi interrompida. Foram quase 3,8 milhões de unidades produzidas, sendo que em julho de 2007 este modelo retornou às ruas da Europa.

REFERÊNCIAS

Revista Pista de Testes, 2ª Ed, Abril, 2010.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

X Encontro Verde das Américas (Greenmeeting)

A cidade de Belo Horizonte (MG) sediará nos dias 25, 26 e 27 de maio de 2010, no Teatro SESIMINAS, o X Encontro Verde das Américas, o “Greenmeeting”. O evento é um importante Fórum que visa propor soluções para as principais questões sócio-ambientais e econômicas do Brasil, das Américas e do mundo. O Greenmeeting reunirá as principais lideranças nacionais e internacionais sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, tanto governamentais, quanto não governamentais.

Os Temas Principais do X Encontro Verde das Américas a serem discutidos no plenário principal, estão diretamente relacionados com as preocupações sócio-ambientais globais e locais, deste início de século. Que são:

  • Mudanças Climáticas e a contagem regressiva para 2012;
  • Amazônia: uma responsabilidade global;
  • Florestas e Biodiversidade;
  • O desafio do Desenvolvimento com a Sustentabilidade Energética;
  • Biotecnologia e segurança alimentar;
  • Meio Ambiente Urbano e Áreas de Riscos;
  • Saneamento Básico: uma necessidade absoluta;
  • Licenciamento Ambiental e Desenvolvimento;
  • Recursos Hídricos: um direito de todos;
  • Desastres Naturais e Combate as Causas da Pobreza.
O público alvo, convidado para o X Encontro Verde das Américas 2010, compreende as lideranças ambientais, imprensa, autoridades de vários países, tecnólogos, representantes de empresas e autarquias, órgãos ambientais em diversos níveis, professores e alunos universitários, pesquisadores e representantes de instituições nacionais e internacionais, bem como diplomatas de vários continentes.

Inscrições através do site: www.greenmeeting.org

REFERÊNCIAS
www.greenmeeting.org

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Sai um GEÓGRAFO, entra uma BIÓLOGA

A nova ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ex-secretária-executiva da pasta, assumiu o cargo nesta quarta-feira em Brasília. Após 22 meses, Carlos Minc deixa o ministério para concorrer às eleições de outubro como candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro. Bióloga e doutora em planejamento ambiental, Izabella Teixeira é funcionária de carreira do Ibama.

Izabella ressaltou que pretende concluir os projetos e programas iniciados por Minc. "Vou trabalhar duro e espero ter sucesso nas ações do MMA com a participação engajada das entidades vinculadas ao ministério". Izabella destacou ainda a atuação de Carlos Minc, avaliando que o ex-ministro fortaleceu o papel do ministério na discussão e elaboração de políticas públicas no País. "Minc trabalhou com muita dedicação e lealdade, foi contestador e polêmico, mas deixou o MMA mais robusto".

Muitos ambientalistas acreditam que a gestão de Carlos Minc no Ministério do Meio Ambiente trouxe avanços significativos, principalmente por colocar a questão ambiental no centro das discussões de governo e tirar a pasta da situação de isolamento político.

“Uma das ações de destaque da gestão Minc foi conseguir chamar atenção para o Cerrado e colocar esse bioma no debate nacional, como já ocorre com a Amazônia”.
Finalmente algum reconhecimento para as duas ciências mais CAPACITADAS em assuntos ambientais.
REFERÊNCIAS

EUA e Rússia firmam acordo para reduzir armas nucleares

Os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da Rússia, Dmitri Medvedev, assinaram nesta quinta-feira, 8, em Praga, capital da República Checa, o novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start, na sigla em inglês), o mais significativo acordo bilateral do gênero em 20 anos.

O novo Tratado Estratégico de Redução de Armas (Start, na sigla em inglês) prevê que os ex-rivais da Guerra Fria tenham, no máximo, 1.550 ogivas nucleares. O número é cerca de 30% menor que o estabelecido em 2002. Também foram impostos limites aos mísseis balísticos intercontinentais, necessários para lançar as ogivas em caso de ataque.

Fechado após meses de duras negociações, o acordo foi finalizado pelos líderes em Praga. Após uma reunião privada, Obama e Medvedev sentaram-se lado a lado para firmar o documento, visto também como importante passo para o "relançamento" da muitas vezes abalada relação bilateral.

Obama qualificou o evento como "extraordinário" e um "importante marco" para as tentativas de restringir o uso de armas nucleares. Ele qualificou o tratado como "um passo em uma jornada mais longa. Esse tratado estabelecerá as condições para cortes maiores". Obama disse ainda que as duas nações, que possuem mais de 95% das armas nucleares do mundo, devem mostrar "liderança global responsável".

Medvedev afirmou que o tratado permite "aumentar o nível de cooperação" entre EUA e Rússia. O líder russo reconheceu que a negociação "não foi simples". O documento é firmado em um ano importante para as tentativas de se evitar a proliferação nuclear, quando a comunidade internacional pressiona a Coreia do Norte para se desarmar e o Irã para restringir seu programa nuclear.

Obama anunciou nesta semana uma nova postura dos EUA na questão nuclear, afirmando que Washington não atacará com armas atômicas um país sem armas nucleares. Ele citou, porém, Coreia do Norte e Irã como exceções. Na semana que vem, o líder dos EUA será anfitrião de um encontro para discutir a segurança nuclear em Washington. Em maio, a sede da ONU em Nova York recebe uma reunião sobre o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).

A Rússia já afirmou que pode desistir do novo tratado, caso se sinta ameaçada pelo sistema de defesa dos EUA.

Comentário: Porque não admitem de uma vez que os dois países estão passando por dificuldades financeiras, e não conseguem mais produzir como antes. Estão apenas mantendo um STATUS.

REFERÊNCIAS

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Música será conteúdo obrigatório no Ensino Fundamental

A partir de 2012, todas as escolas serão obrigadas a incluir o ensino de Música em seus currículos. Até lá, a discussão fica centrada na formação dos professores e nos conteúdos que deverão ser trabalhados.

Muito além de formar músicos profissionais ou especialistas na área, a Educação Musical auxilia no desenvolvimento cultural e psicomotor, estimula o contato com diferentes linguagens, contribui para a sociabilidade e democratiza o acesso à arte. Por isso, a partir de 2012, a Música será conteúdo obrigatório em toda Educação Básica. É o que determina a Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008.

Embora ainda não se saiba se os conteúdos serão trabalhados em uma disciplina específica ou nas aulas de Artes, com professores polivalentes, as escolas devem adaptar seus currículos até o início do ano letivo de 2012. Tocar, ouvir, criar e entender sobre a História da Música são pontos fundamentais de ensino. Para a professora do Departamento de Música da Universidade de São Paulo, Teca Alencar de Brito, contudo, os currículos não devem ser engessados. “Não se pode ensinar Música a partir de uma visão utilitarista. Estamos falando de arte. É preciso explorar as sensibilidades”, afirma a especialista, criadora da Teca Oficina de Música.

Outro ponto nebuloso da nova legislação diz respeito a não obrigatoriedade da graduação em Música para ministrar as aulas. O artigo da lei que previa a formação específica na área foi vetado pelo Ministério da Educação sob alegação de que, no Brasil, existem diversos profissionais atuantes na área sem formação acadêmica. A discussão, agora, está a cargo da Fundação Nacional de Artes (Funarte) que, a partir de um protocolo de parceria firmado entre o Ministério da Cultura e o Ministério da Educação, está organizando encontros regionais com acadêmicos, especialistas, Secretarias de Educação e Associações de Estudos Musicais para realizar uma espécie de mapeamento do ensino de Música nos estados brasileiros.
Comentário: Parece até brincadeira, quais disciplinas serão retiradas para que essa gracinha seja colocada em prática? Geografia? História? Vamos aguardar.
REFERÊNCIAS

sexta-feira, 26 de março de 2010

Hora do Planeta 2010


quinta-feira, 25 de março de 2010

Extração de petróleo causa rachaduras em casas na Bahia

A Petrobras instalou uma sonda americana da construção civil em uma fazenda no município de São Francisco do Conde, no Recôncavo baiano. Pela primeira vez a sonda está sendo utilizada na extração de petróleo. Porém, técnicos da Defesa Civil constataram que 21 casas da área estão com suas estruturas abaladas por conta do trabalho.

Segundo o G1, em vez de perfurar na vertical, a máquina vai buscar a camada de óleo na horizontal. Mais de 25 quilômetros do subsolo foram perfurados, a uma profundidade média de 270 metros. Quando a sonda começou a operar no subsolo, em cima os moradores começaram a sentir vibrações estranhas, que provocaram rachaduras nas casas.

'Essas pessoas correm risco nessas casas. Então a gente precisa retirá-las e colocá-las em local seguro. A gente ainda não pode confirmar se o trabalho da sonda teria provocado essas rachaduras', afirma a coordenadora da Defesa Civil de São Francisco do Conde, Ruth Carbalhal.

O gerente da Petrobrás na Bahia, Antônio José Rivas, no entanto, não vê relação entre a operação da máquina e as rachaduras das casas, mas diz que vai investigar. 'Se por ventura, constatado que há uma relação direta entre o resultado da perfuração e os donos do imóveis, a Petrobrás, naturalmente, assume todo o ônus do conserto.'

OBS: Cadê o Etanol? Ninguém fala mais nada sobre...

REFERÊNCIAS
http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=54243&mdl=50

Os biocombustíveis, o etanol e a fome no mundo

O Brasil está, há pelo menos três décadas, na vanguarda da corrida dos biocombustíveis, em decorrência não só da enorme quantidade de terras e recursos hídricos disponíveis, como também por seu domínio tecnológico na produção de cana, a mais importante das matérias-primas utilizadas para produzir açúcar, etanol e eletricidade de forma competitiva.
A decisão dos governos dos Estados Unidos (EUA) e dos países da União Européia (UE) em pelo menos duplicar o seu consumo de biocombustíveis nos próximos anos não só acirrou inúmeros interesses, como também ensejou grandes polêmicas.
Uma das principais polêmicas é aquela que discute o impacto que o crescimento das culturas agrícolas ligadas à produção de biocombustíveis causariam à produção de alimentos. De início deve-se ressaltar que a importância dos combustíveis de origem agrícola no mercado global de energia é pequena, visto não representarem mais do que 1% da produção de combustíveis fósseis.
Mas, o crescente impacto do boom agroenergético tem afetado, de forma mais ou menos significativa, certos mercados agrícolas, especialmente o do milho, a principal matéria prima usada para produção de etanol nos EUA. A produção norte-americana do etanol já consome cerca de 20% do milho produzido no país e esta cultura vem avançando gradativamente sobre áreas de outros plantios, especialmente os dedicados à soja. Isso tem ocasionado aumento dos preços de certos produtos agrícolas e causado desequilíbrios na estrutura dos mercados agropecuários (especialmente os de rações), além de afetar as exportações (os EUA são os maiores exportadores mundiais).
Já o impacto da expansão da agroenergia nos mercados agrícolas é muito menor em países como o Brasil, que produzem álcool a partir da cana. Mais eficiente que o milho ou qualquer outra cultura agrícola, a produtividade da cana é duas vezes maior que a do milho e seu custo de produção é 30% menor.
Do total de terras aráveis do Brasil (aproximadamente 340 milhões de hectares), cerca de 2,0% são usadas para o cultivo de cana, metade delas dedicadas à produção de etanol. A cultura da cana deverá se ampliar nos próximos anos às custas das terras dedicadas ao plantio de soja (cerca de 6,0% das terras aráveis) e milho (3,2%) e também sobre as áreas de pastos que correspondem a quase 60% das terras aráveis. Mas, não há certeza que, em algumas áreas, a cana não possa se expandir em detrimento a algumas culturas alimentares. Daí, a ferrenha oposição dos setores da sociedade em relação a essa expansão.
Há estudos em andamento no Ministério da Agricultura no sentido de se estabelecer um zoneamento agroecológico do setor sucroalcooleiro cujo objetivo seria o de definir as áreas disponíveis para a ampliação da produção levando em conta não só os índices de produtividade, mas também os impactos ambientais e socioeconômicos dessa expansão.
Os EUA e o Brasil são, nessa ordem, os maiores produtores mundiais de etanol, sendo os norte-americanos os maiores importadores do produto e nosso país o maior exportador. Todavia, o Brasil não possui as limitações de expansão de área cultivada como os EUA, já que a cana pode, a princípio, se expandir especialmente em áreas de cerrado, que tradicionalmente têm sido utilizadas para pastagens ou produção de soja.

Se produzida com alta tecnologia, a agroenergia representa uma extraordinária oportunidade para os países subdesenvolvidos da América Latina, África e parte da Ásia. O Brasil, em particular, tem uma chance de ouro para estar à frente dos demais países no contexto global da bioenergia, buscando consolidar o álcool (e também o biodiesel) como commodities globais, produzidas de forma ambiental e socialmente correta.
Texto Editado

REFERÊNCIAS
http://www.clubemundo.com.br/revistapangea/show_news.asp?n=341&ed=4